Agência Pará de Notícias
Profissionais de saúde que trabalham diretamente na dispensação de medicamentos especializados, reuniram-se terça-feira (28) e quarta (29), na Escola de Governo do Pará (EGPA), para uma capacitação do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus). O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos.
O treinamento, ministrado pelos consultores técnicos do Ministério da Saúde, Racham Hamedt e Heber Dobis Bernarde, contou com a participação de 80 profissionais, sendo, médicos, enfermeiros e outros que atuam no segmento. O Hórus foi desenvolvido pelo Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Recife, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. O objetivo é contribuir para a qualificação da gestão em assistência farmacêutica nas três esferas de governo e, com isso, promover melhor atendimento à população e o consequente aumento de resolutividade das ações de saúde.
O sistema é configurado para gerenciar e reunir as informações de três componentes da assistência farmacêutica: o básico, que possibilita o registro do fluxo de medicamento e insumos em toda rede de saúde municipal; o especializado, que registra o fluxo de medicamentos em todo o Estado; e o estratégico, que permite a execução e o acompanhamento das ações de gestão da assistência farmacêutica, cujo financiamento e abastecimento são de responsabilidade da esfera federal. Os componentes básico e estratégico já foram implantados no Pará, desde setembro do ano passado.
Segundo a gerente do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Estado, Orniuse Bezerra, a informatização da dispensação dos medicamentos especializados vai auxiliar no planejamento, monitoramento e avaliação das ações da assistência farmacêutica, além de qualificar e ampliar o acesso da população aos medicamentos essenciais. Ela disse que o componente especializado envolve medicamentos de alto custo para tratamento de doenças específicas.
“O sistema nesta área vai possibilitar o controle eficiente dos recursos financeiros investidos no processo de aquisição e distribuição destes medicamentos no Estado. Além de melhorar o controle no estoque e reduzir as perdas e as interrupções no fornecimento. Isso significa melhoria de acesso da população a estes serviços”, destacou.
Segundo o consultor técnico do Ministério da Saúde, Heber Dobis Bernarde, o sistema especializado traz para o Estado, a garantia de organização e da execução efetiva da assistência farmacêutica. “O sistema visa melhorar o fluxo de distribuição e controle, além de otimizar o processo de recursos financeiros. O objetivo é garantir a qualificação do atendimento ao paciente”, afirmou. O sistema será implementado em 18 unidades dispensadoras do Estado. A implantação inicia nesta quinta-feira (1) e segue até o dia 9 deste mês.
DSP oferece US$ 2,6 bi por empresa oncológica
O grupo farmacêutico japonês Dainippon Sumitomo Pharma (DSP) anunciou que pretende comprar, por mais de 2,6 bilhões de dólares, em várias etapas, a americana Boston Biomedical, especializada na luta contra o câncer.
A DSP, filial farmacêutica da empresa química Sumitomo Chemical, vai pagar 200 milhões de dólares no momento da assinatura da transação, outros 540 milhões quando a Boston Biomedical tiver cumprido os objetivos de pesquisa e até US$ 1,89 bilhão em função da evolução das vendas, segundo comunicados divulgados pelas duas empresas.
A Boston Biomedical é uma empresa privada fundada em novembro de 2006 especializada em tratamentos contra as células-tronco do câncer, unidades suspeitas de representar a origem do crescimento de tumores e de metástases, que até o momento eram resistentes aos tratamentos oncológicos convencionais.
Há 3 horas e 47 minutos
AstraZeneca anuncia novo nome para a presidência do conselho
Por Adriana Fonseca | Valor
SÃO PAULO - A farmacêutica AstraZeneca anunciou hoje que Louis Schweitzer pretende se aposentar e deixar as funções de presidente e diretor do conselho. Para o seu lugar, foi indicado o nome de Leif Johansson, presidente da Ericsson. A indicação ainda depende de aprovação dos acionistas, votação que acontecerá na próxima reunião, em 26 de abril. Se a nomeação for aprovada, Johansson assume em 1º de setembro de 2012.
Johansson ocupa a presidência do conselho da Ericsson desde abril de 2011. Anteriormente, foi presidente executivo da Volvo e da Electrolux. Foi ainda diretor externo da Bristol-Myers Squibb de 1998 a 2011.
Na mesma assembleia, também serão submetidos à aprovação dos acionistas as indicações de Graham Chipchase e Geneviève Berger como diretores externos. Graham Chipchase entrará para o comitê de auditoria e Geneviève Berger, para o comitê científico.
Após nove anos como diretora externa, Michele Hooper pretende se aposentar após a assembleia de 26 de abril. Ela é atualmente diretora externa independente sênior, presidente do comitê de auditoria e membro do comitê de governança e nomeação. Michele será substituída por John Varley, que assumirá como diretor externo independente sênior. Ele continua como presidente do comitê de remuneração e membro do comitê de governança e nomeação.
Na mesma data, Rudy Markham se tornará presidente do comitê de auditoria e se juntará ao comitê de governança e nomeação. Ele permanece como membro do comitê de remuneração.
Em fevereiro deste ano, a AstraZeneca anunciou lucro menor e a intenção de cortar 7,3 mil empregos.
Secretaria de Saúde de São Paulo interdita empresa
Qua, 29 de Fevereiro de 2012
A Secretaria de Saúde de São Paulo informou hoje (29) ter interditado uma empresa que atua no mercado de esterilização e reprocessamento de produtos médicos após ter sido flagrada reutilizando materiais hospitalares de uso único, tais como seringas e cateteres. A empresa Sterimed Serviços de Esterilização, que tem sede na cidade de Cedral, distante cerca de 425 quilômetros da capital paulista, teve suas atividades suspensas por tempo indeterminado e seus produtos interditados. Segundo a secretaria, a empresa poderá ser multada em até R$ 174,8 mil.
A ação, que ocorreu na semana passada, foi motivada por denúncias de que, durante a noite, a empresa fazia o reprocessamento de materiais médicos que não poderiam ser reaproveitados. Durante fiscalização à empresa, foram encontrados cinco seringas injetoras, 67 conectores de injeção e dois cateteres vasculares, produtos que, segundo a secretaria, são proibidos de serem reprocessados. Também foram encontrados produtos utilizados no processo de esterilização com prazo de validade vencido e materiais reprocessados com sujeira.
Segundo a secretaria, materiais de uso único não podem ser reprocessados porque não dão garantia de que estejam totalmente descontaminados, higienizados e esterilizados. Ao serem reprocessados, esses materiais podem conter resíduos de sangue ou secreção que contaminariam pacientes que venham a utilizá-los.
“O reprocessamento de alguns materiais médico-hospitalares é proibido pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Esse tipo de procedimento coloca em risco iminente a saúde das pessoas”, disse a diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Maria Cristina Megid, por meio de nota.
De acordo com a secretaria, a empresa era responsável pelo trabalho de reprocessamento e esterilização de produtos médicos de diversos hospitais do estado de São Paulo e também de outros estados, entre eles, Minas Gerais. À Agência Brasil, a empresa informou que presta serviços para cerca de 150 estabelecimentos de saúde, a maioria deles no estado de São Paulo.
A secretaria deu o prazo de 48 horas para que a empresa informe quantos contratos eram mantidos e com quais estabelecimentos de saúde. A partir da próxima semana, a secretaria irá começar a vistoriar os hospitais e unidades de saúde que mantinham contratos com a Sterimed. Caso sejam encontrados, nesses estabelecimentos, materiais de uso único que foram reprocessados, eles poderão receber advertências, multas ou até interdições.
A empresa informou que os contratos são fechados individualmente com cada uma das unidades de saúde. “É de total responsabilidade do cliente, segundo estabelece o contrato, a solicitação do reprocessamento dos artigos de uso único, tanto pela questão legal, como também pelos danos que vierem a ocorrer no material no processo de esterilização”, comunicou a Sterimed, por meio de nota.
A reportagem da Agência Brasil conseguiu falar com a enfermeira Nilza de Fátima Andreta Costa, responsável técnica da Sterimed, que atribuiu a interdição da empresa “a um erro de interpretação da legislação”. Segundo ela, os produtos médicos só não devem ser reprocessados nos casos em que existam, em seus rótulos, a frase “Proibido Reprocessar” ou se estiverem na lista negativa da Anvisa. “De acordo com a RDC/Anvisa 156 [Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa], existem produtos de uso único que podem ser reprocessados”, disse Nilza, ressaltando que há necessidade de uma legislação mais específica determinando o que pode ou não ser reprocessado.
“A empresa já adotou medidas corretivas, como a conscientização de seus clientes quanto ao descarte correto dos materiais que não podem ser reprocessados. A Sterimed também não fará o processamento do material que chegar à empresa sem a embalagem e rótulos”, disse Nilza.
A secretaria informou estar investigando o caso e a possibilidade de que pessoas tenham sido contaminadas por causa dessas irregularidades. As informações são da Agência Brasil.
Inibidor químico é capaz de retardar progressão do Alzheimer
01/03/2012 -
Investigadores da Simon Fraser University, no Canadá, desenvolveram um novo inibidor químico capaz de retardar a progressão do Alzheimer, avança o portal ISaúde.
A substância, chamada Thiamet-G, trabalha impedindo a enzima natural O-GlcNAcase de alterar os níveis de moléculas de açúcar na proteína Tau.
O estudo pode levar a um tratamento simples e diário contra a condição neurológica baseado apenas na manutenção dos níveis de açúcar nessas proteínas.
Pesquisas anteriores mostraram que a ligação destas moléculas de açúcar com proteínas, como Tau, é essencial nas células. Os investigadores têm tentado, mas não conseguiram ainda, criar ratos que não possuem essas moléculas de açúcar anexadas às proteínas.
Agora, o líder da pesquisa, David Vocadlo, e os seus colegas, desenvolveram uma maneira de inibir a acção de uma enzima envolvida nessa ligação.
Estudos preliminares mostraram que emaranhados de Tau num cérebro com Alzheimer não têm quase nenhum açúcar anexado e que O-GlcNAcase é a enzima que retira esses açúcares.
Os co-autores da pesquisa, Scott Yuzwa e Xiaoyang Shan, descobriram que Thiamet-G impede a enzima O-GlcNAcase de remover açúcares da proteína Tau em ratos que beberam água com uma dose diária do inibidor.
A equipa revelou que ratos que receberam o inibidor tinham emaranhados menores de Tau e mantiveram os seus cérebros saudáveis. Esses emaranhados representam um evento inicial do desenvolvimento da doença de Alzheimer e sua quantidade se correlaciona com a gravidade da doença.
"Este trabalho mostra como atacar a enzima O-GlcNAcase com inibidores é uma nova abordagem em potencial para o tratamento de Alzheimer. Isso é vital, já que até a data não existem tratamentos para retardar a progressão dessa doença debilitante", ressalta Vocadlo.
Apesar dos resultados promissores, a equipa sugere que ainda precisa aperfeiçoar o inibidor e testá-lo novamente em ratinhos. "Uma vez que tivermos inibidores
melhores, eles poderão ser clinicamente testados em pacientes humanos", concluem.
Daiichi une-se à GlaxoSmithKline no Japão
01/03/2012 -
A Daiichi Sankyo, terceira maior farmacêutica do Japão, vai unir-se à farmacêutica britânica GlaxoSmithKline para trazer novos produtos para o mercado japonês, anunciou o Nikkei, citado pela agência Reuters.
A Daiichi e a unidade local da GSK, que formarão uma joint-venture 50-50 no Japão, vão inicialmente vender produtos-chave de ambas as companhias, como a vacina da GSK contra o cancro do colo do útero e a vacina para a gripe da Daiichi, informou o jornal japonês.
O plano das farmacêuticas envolve o desenvolvimento conjunto e lançamento rápido de produtos não disponíveis no Japão, como uma vacina contra o herpes, bem como vacinas combinadas contra múltiplas doenças, revela o jornal.
O mercado japonês de vacinas em 2010 rendeu cerca de 140 mil milhões de ienes (1,73 mil milhões de dólares), avança o Nikkei.
O acordo com a GSK, cujas vendas de vacinas no Japão totalizaram cerca de 60 mil milhões de ienes no ano passado, irá ajudar a Daiichi a expandir-se no campo das vacinas como um negócio chave, relatou o jornal.
FDA aprova nova vacina da gripe para quatro tipos de vírus
01/03/2012 -
A Administração norte-americana de Fármacos e Alimentos (FDA, na sigla inglesa) anunciou quarta-feira a aprovação de uma vacina que protege contra quatro variantes da gripe comum e reduzirá o impacto da doença, avança a agência Lusa.
O medicamento, denominado FluMist Quadrivalent® servirá para proteger pessoas entre os dois e os 49 anos contra dois tipos de gripe A e outros dois do tipo B.
As vacinas anteriores só protegiam contra dois tipos de gripe A e um tipo de gripe B pelo que a junção de um novo tipo de gripe B aumenta consideravelmente a protecção das pessoas que se sujeitarem à vacinação.
A nova vacina é administrada por via nasal e o reforço da protecção do tipo B irá beneficiar especialmente crianças e grupos em idade escolar.
Entre 1976 e 2007, as mortes anuais relacionadas com a gripe nos Estados Unidos variaram entre as 3.000 e as 49.000 pessoas.
Roche e AJDP desmistificam a Diabetes
01/03/2012 -
A Roche Diabetes Care entregou 1000€ à Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) com o intuito de promover a desmistificação desta doença que afecta perto de 2800 crianças e jovens entre os 0 e os 19 anos de idade em Portugal, avança comunicado de imprensa.
Esta iniciativa, que surge no âmbito da campanha “A Diabetes não me limita”, reuniu cerca de 20 jovens de várias zonas do país num evento de convívio que contou com várias actividades de lazer. Durante o evento a Roche Diabetes Care e a AJDP reforçaram a importância deste tipo actividades e prometeram continuar a trabalhar em conjunto para promover uma melhor qualidade de vida dos jovens com diabetes.
De acordo com Jörg Hölzing, Diretor Geral da Roche Diabetes Care Portugal, “Temos como missão contribuir para desmistificação dos mitos regularmente associados à diabetes e promover uma melhor qualidade de vida dos doentes. Com este donativo, pretendemos apoiar o excelente trabalho que a AJDP tem desenvolvido, permitindo que estes jovens superem todos os seus limites”.
A campanha “A Diabetes não me limita” foi lançada em 2011 com o objectivo de sensibilizar as pessoas com diabetes e a população em geral para o facto de a diabetes não ser uma limitação. A iniciativa atribuiu 1€ por cada fotografia de mãos pintadas ou enfeitadas colocadas no site da Roche Diabetes Care. Os autores das três melhores fotos foram premiados com uma máquina fotográfica Polaroid e uma aula de surf.
Para Carla Silva, da AJDP, “este tipo de iniciativas é muito importante para os jovens, na medida em que permite mostrar que, quando controlada, a diabetes não causa qualquer tipo de limitações. O donativo da Roche irá permitir-nos dar continuidade ao nosso trabalho, principalmente no âmbito do projecto “AJDP nas Escolas” que tem registado um enorme sucesso”.
Consumo de soníferos da classe dos hipnóticos triplica risco de morte
01/03/2012 -
O consumo de medicamentos soníferos da classe dos hipnóticos aumenta o risco de morte por qualquer causa em pelo menos três vezes. A conclusão é de um estudo que acompanhou mais de 10.500 consumidores desses fármacos nos EUA a ser publicado na revista BMJ Open, da editora do British Medical Journal, avança o Folha.com.
Entre 2002 e 2007, médicos da clínica de sono Viterbi, na Califórnia, e do Centro de Medicina Preventiva de Jackson Hole, em Wyoming, analisaram dados de pessoas tomando hipnóticos como zolpidem (Stilnox®) e zopiclone (Imovane®) e também outros sedativos, como barbitúricos e benzodiazepínicos.
Entre esses últimos, são usados como hipnóticos o midazolam (Dormonid®) e o flunitrazepam (Rohypnol®).
O aumento do risco de morte foi observado até para os doentes que tomavam as menores doses entre os pacientes acompanhados (menos de 18 comprimidos por ano).
Segundo os autores, muitos efeitos dos soníferos podem levar à morte.
Os hipnóticos prejudicam as funções motoras e cognitivas, aumentando o risco de acidentes de carro e de quedas em casa, especialmente no caso de idosos.
De acordo com o psiquiatra Sergio Hototian, do Hospital Sírio-Libanês, os mais velhos são os que costumam tomar soníferos por mais tempo e têm maior resistência a deixar os medicamentos. "Com os hipnóticos, o risco de queda aumenta em três ou quatro vezes".
Outro problema comum é a mistura dos fármacos com álcool, o que aumenta o risco de pausas prolongadas na respiração durante o sono. "Um copo de vinho pode ser suficiente para levar a uma overdose", afirma o médico.
O efeito de sonambulismo, observado em alguns pacientes após o uso de remédios como o zolpidem, também está associado a um risco maior de acidentes.
O estudo norte-americano também associou o uso dos hipnóticos a um maior risco de desenvolver cancro, 35% maior entre os pacientes que tomavam o maior número de doses por ano.
Para Hototian, há um excesso na prescrição de medicamentos para dormir. Muitos que precisam tomar os soníferos o fazem de forma errada.
"É preciso saber a causa da insónia. Muitas vezes, a pessoa tem uma depressão que causa falta de sono. É melhor tratar com antidepressivos do que com hipnóticos".
O psiquiatra afirma que muitos dos insones não têm paciência de tentar outros tratamentos que não sejam os soníferos. "Após a reforma, é normal que as pessoas durmam menos à noite, mas elas querem ter um sono como o da época em que trabalhavam. Quando não receitamos o fármaco, alguns acabam por procurar outro médico".
Vírus do herpes simples ativa resposta imune em vez de bloqueá-la
01 de março de 2012
O herpes simples não apenas não bloqueia as defesas do organismo como ativa a resposta imune, segundo estudo internacional liderado pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha. Para os autores da pesquisa, publicada na revista PLoS Pathogens, as conclusões do estudo são "totalmente inesperadas", já que até agora os cientistas pensavam que o herpes simples atacava o corpo humano, bloqueando as defesas.
O vírus "herpes simples" (HSV, na sigla em inglês) é um dos que mais predominam em humanos e causa doenças que vão de tumores labiais e genitais a encefalites e até mesmo a cegueira. Conforme o trabalho, um componente do vírus herpes simples, a glicoproteína G, é capaz de potencializar a função de proteínas conhecidas como quimiocinas, que regulam a migração para a infecção dos leucócitos, células encarregadas de defender o corpo humano dos patógenos.
Os resultados questionam os modelos atuais e indicam que "ainda há muito que estudar sobre a modulação do sistema imune aos vírus e as funções desse sistema", afirmou Abel Viejo, primeiro autor do artigo e pesquisador do CSIC no Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa.
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